O MEL

 “O mel é o alimento produzido pelas abelhas melíferas a partir do néctar das flores ou das secreções das partes vivas das plantas, que elas recolhem, transformam, combinam com matérias específicas apropriadas, armazenam e deixam amadurecer nos favos da colmeia. Este alimento pode ser fluído, espesso ou cristalizado.”
 Quando as abelhas encontram uma fonte de néctar, em áreas que às vezes se estendem por km em redor do apiário, transmitem ao chegar à colmeia, a sua mensagem, através de um bailado complexo designado vulgarmente por “dança da abelhas”, destinado a dar informações precisas acerca do local onde se encontra a colheita, a distância a percorrer, a posição da área de recolha relativamente ao colmeias…
 A primeira fase da transformação do néctar em mel, dá-se quando da sua concentração, que é a eliminação do máximo teor de água do mel recolhido. Depois da obreira-sugadora ingurgitar para a sua bolsa de néctar uma quantidade de néctar suficiente, uma obreira que vai ingurgitá-lo por sua vez, para depois o regurgitar para a língua de outra obreira. Assim, o néctar vai passando de abelha em abelha até ficar concentrado em açúcares simples. Sendo assim, por cada passagem pela bolsa de uma obreira, o que ainda resta de néctar, sofre uma transformação graças à ação de uma diastase, que consiste essencialmente em transformar a sacarose em frutose e glicose, açúcares diretamente assimiláveis pelo nosso organismo.
 Depois de ter sido concentrado e transformado, o néctar passa a mel, sendo cuidadosamente depositado pelas obreiras nos alvéolos da colmeia ou cortiço. Aí, as abelhas vão ventilar para eliminar o excesso de humidade e proceder à sua operculação que é não mais do que a selagem dos favos.
PROPRIEDADES:
 O mel compõe-se de:
 – 75 % de glícidos, destes 70 % são açúcares simples como a glicose e a levulose, os restantes 5% são açúcares compostos tais como a sacarose e a maltose;
 – água : deve ser inferior a 20 %;
 – vitaminas: todas exceto vitamina A;
 – proteínas: que contêm aminoácidos essenciais;
 – ácidos orgânicos: ácido acético, ácido cítrico, ácido fórmico, etc.;
 – sais minerais e oligo-elementos: enxofre, fósforo, sódio, potássio, cálcio, magnésio, ferro, cobre, manganésio, etc.;
 – substâncias diversas, pólen, substâncias aromáticas, enzimas digestivas, substâncias antibióticas, etc.

 

 

O Polén

As patas posteriores das abelhas possuem uma escova para o pólen da qual se servem para confecionar pequenas bolas de 6 a 8 mg que depois consolidam com néctar e saliva.
Estas bolas são conduzidas para a colmeia e armazenadas em células perto da zona de postura pela ação do homem, o pólen é recolhido antes de entrar na colmeia, através de um “capta – pólen”, uma pequena grelha cujas aberturas são suficientemente largas para permitir a passagem da abelha mas suficientemente estreita para “reter” parte do pólen que a abelha transporta e cai numa espécie de gaveta cujo conteúdo é retirado quotidianamente pelo apicultor.
Recolhe-se cerca de 3 kg de pólen por colmeia e por ano. Após a recolha procede-se à secagem, seguidamente deverá ser guardado ao abrigo do calor e da humidade.
PROPRIEDADES:
 O pólen compõe-se de:
 – Proteínas: 20 a 35 %
 – Glícidos: cerca de 35%
 – Lípidos: cerca de 5%
 – Vitaminas A, D, E, C e B
 – Sais minerais e oligo-elementos
 A composição do pólen, rico em elementos indispensáveis ao equilíbrio biológico, faz dele um alimento ou um suplemento alimentar de eleição.

 

 

A Própolis

É recolhida pelas obreiras nos botões de algumas árvores, tais como o olmeiro, o abeto, o carvalho, o freixo e o choupo.
Depois de transportada para a colmeia, as obreiras enriquecem-na com secreções salivares obtendo finalmente a própolis pronta a utilizar para as necessidades da colmeia.
PROPRIEDADES:
A própolis compõe-se de:
 – Resina: 50 %
 – Cera: 25 a 30 %
 – Pólen: 5 %
 – 5 % de substâncias diversas
Possui propriedades anti bacterianas, anestésicas e cicatrizantes.
A própolis também designada como cimento da colmeia, é uma substância dura, friável, mas facilmente maneável a partir de 35 ºC. A sua cor pode variar: amarelo claro, castanho, verde-escuro, negro. Tem um sabor ligeiro acre e cheiro a cera e resina.
Os apicultores recolhem-na separando-a por raspagem dos quadros e das paredes da colmeia. Esta recolha ronda as 50 e as 300 gramas por ano e por colmeia. Também podem ser utilizadas grelhas maleáveis próprias para a recolha.

 

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